As campainhas de bicicleta mais divertidas de Amsterdam

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Hoje decidi descontrair um bocado e falar aqui de algo engraçado, de como os holandeses transmitem alegria e descontracção na correria do dia-a-dia em pleno trânsito.

Dizem que “quem aprende a andar de bicicleta, nunca mais esquece”, bem, este ditado pode ser verdadeiro, mas pedalar no centro de Amsterdam pode ser um tanto quanto desafiador, e de certeza que lhe vai fazer repensar um pouco neste ditado porque o trânsito é uma loucura, pode parecer simples, mas não é bem assim! E como todos nós, mesmo que secretamente um dia já desejamos andar de bicicleta pelas ruas de Amsterdam (quem nunca ?😊) podemos e devemos sim realizar este nosso desejo, desde que seja com segurança e muita precaução, afinal, a ela está em primeiro lugar não é? Para isso existem vários elementos de segurança que você pode ter na sua bicicleta como: capacete, luzes, campainha e/ou buzina, entre outros. Não basta só estar de olhos bem abertos, é necessário estar-se seguro também para que possamos desfrutar do seu passeio sem receios, caso contrário o pior pode acontecer!

É muito frequente ver-se em Amsterdam, pessoas a pedalarem sem luz, sem campainha e nem capacete, porque a grande parte dos Amsterdamers (os locais) recusam-se a usar capacetes. O uso de campainhas nas bicicletas é de extrema importância em qualquer cidade onde o fluxo do trânsito seja grande, simplesmente é uma forma de chamar atenção a quem estiver na via… é como se dissesse… “atenção, tem cuidado porque eu estou aqui!”. E paravocê, que se calhar ainda não tenha muita experiência a pedalar em grandes avenidas, fica aqui uma dica.

Beijokas 😘

Holanda vs Países Baixos

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Muitos não sabem, mas Holanda (como é popularmente conhecido) não se chama Holanda! É um bocado confuso não é?

Bem, o nome oficial do país é o Reino dos Países Baixos reinado actualmente pelo Willem-Alexander filho mais velho de Princesa Beatrix e do Diplomata Claus van Amsberg, que é casado com a rainha Máxima, e são pais de 3 meninas lindas: Catarina Amália – a Princesa de Oranje Nassau é a filha mais velha e herdeira aparente do Reino dos Países Baixos, Aléxia dos Países Baixos e Ariana dos Países Baixos.

O Rei, a Rainha e as suas filhas

O Reino é composto por 12 Províncias, na qual, somente 1 delas chama-se Holanda do Norte (Noord Holland) e a outra Holanda do Sul (Zuid Holland). Acredito que a maior parte das pessoas que frequentemente usam o termo “Holanda”, não saibam que o país tem um nome oficial diferente, e/ou também não saibam o porquê de este mesmo país ter-se assim tornado conhecido.

Wanderlustingk.com

Para que perceba melhor, eu vou contar aqui uma breve história…

Entre os anos 1588 e 1795, os Países Baixos ainda era chamado de República dos Sete Países Baixos Unidos, que veio a ser conquistado pelas tropas francesas em 1795 e assim implantaram a República Batávia (conhecida como comunidade Bataviana), proclamada a 19 de Janeiro de 1795, que veio depois a findar a Junho de 1806, com a ascensão do Louis I, o irmão de Napoleão Bonaparte ao trono. Desde então, a República Batávia passou a chama-se o Reino dos Países Baixos. Mais tarde, após a derrota do Napoleão Bonaparte, o país continuou sendo um reino até os dias de hoje.

Naquela altura, as regiões que mais contribuíram para a economia e riqueza de todo país foram a Holanda do Norte e Holanda do Sul, razão pela qual, o nome Holanda tornou-se popular por todo o país e pelo mundo inteiro.

Espero que este conteúdo tenha contribuído de alguma forma, e esclarecido algumas dúvidas, mas, o mais importante é que se voce chegou até aqui, voce já sabe qual o termo correcto a usar.

Beijokas 😘

O novo logótipo oficial dos Países Baixos custou cerca de €200,000

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Foi lançado no dia 8 de Novembro, o novo logótipo (acima estampado), com oito variações de idiomas, que vem substituir a tulipa convencional usada desde sempre pelo conselho de turismo. Este novo logótipo surge da combinação das letras N e L, que formam a silhueta das pétalas da tulipa, completando-se uma na outra ao estarem juntas. A ideia foi criada e desenvolvida pela Dutch design consultancy Studio Dumbar que tinha como objectivo, expressar “o verdadeiro reflexo da mentalidade Holandesa” , segundo o estúdio, chegando assim o logótipo a custar cerca de €200,000.

A cor oficial dos Países baixos vai continuar a ser laranja

O Antigo Logótipo (abaixo estampado)

Holland.com

Segundo a Sigrid Kaag (a ministra de comércio externo e cooperação para o desenvolvimento), o novo logótipo é positivo para a exportação porque ajuda de uma certa forma a atrair mais investimentos e talentos, desta forma, este será usado em todas as missões comerciais.

Ministérios, embaixadas, universidades, conselhos locais e outras organizações que trabalham em conjunto com o governo nacional poderão usar o logo à partir de Janeiro do próximo ano (2020).

O Governo Holandês planeia parar de promover o país no exterior como “Holanda” , passando assim a chamar-se oficialmente “Países Baixos”.

O Festival Eurovisão da Canção 2020

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Criado em 1956, o Festival Eurovisão da Canção é um dos festivais com mais peso na Europa, acontece todos os anos, sendo sempre organizado por países diferente, já que a regra é clara: o país que ganhar o concurso no ano presente, automaticamente fica indicado para organizar o festival do ano seguinte, no seu país de origem. Neste corrente ano (2019), o festival decorreu em Tel Aviv, Israel, e para o ano de 2020 será a Holanda a organizar (na qualidade de vencedor. E os preparativos já começaram no dia 19 de Maio deste ano) a organizar pela quinta vez o Festival Eurovisão da Canção, que irá acontecer na cidade de Rotterdam e precisamente no centro de convenções Rotterdam Ahoy, o complexo consiste em 3 locais principais: sala de ferias e eventos, um centro de congresso e conferências e Arena Ahoy.

Rotterdam Ahoy

Endereço: Ahoyweg 10, 3084 BA – Rotterdam, Holanda

Lugares para sentar: 16.426 – Ahoy Arena

6.000 – Club Ahoy

4.000 – Teatro

Espaço Total: 54.000m2

Piso de salão de exposição: 32.230m2

Parque de estacionamento: 2.000 espaços

Cada país participante tem de ter obrigatoriamente uma estação televisiva que esteja integrada na União Europeia de Radiodifusão, para que esta possa transmitir o festival em directo.

A ideia surgiu do jornalista Marcel Bezençon, que inspirou-se no foramato de Festival de Sanremo, realizado em Itália desde 1951. O nome Eurovisão, surge da cadeia de televisões que integram a União Europeia de radiodifusão e que actualmente regista uma audiência de 1/6 da população mundial. Inicialmente, o concurso pretendia ser o reflexo de uma Europa unida e cresceu nessa tradição pan-europeia, entretanto, nos dias de hoje qualquer membro da EBU (European Broadcasting Union – União Europeia de rádiodifusão) pode participar no concurso, mesmo que não seja um país europeu.

Desde o inicio do concurso, mais de 50 países já participaram, pelo menos, uma vez!

Número de canções

Na edição de 1956, os países participantes poderiam cantar 3 canções (de 3 minutos e meio para cada uma delas), contudo, no ano seguinte, a EBU viu-se obrigado a reduzir o número das canções para 1 por país.

Cantores

As regras que vigoram actualmente, dizem que em palco só podem estar no máximo 6 pessoas em palco para cada atuação realizadas. Os participantem tem de ter mais de 16ano.

Idiomas

Actualmente a maior parte dos países, prefere usar a lingua inglesa, por ser uma lingua franca mundia, com o objetivo de que a sua mensagem chegue a todos e seja universalmente entendida. Mas ainda existem países que continuam a usar as suas próprias línguas como o caso de : Portugal, Espanha, França, Andorra, Itália, Sérvia e Israel.

Espero que este conteúdo tenha sido útil para si.

😊😙

As casas flutuantes na Holanda

Holanda é um país muito pequeno, faz fronteira com Alemanha e Bélgica. Para ter uma ideia, a distância do Norte (Groningen) ao Sul (Maastricht) é de 300 quilômetros e de Este (Enschede) a Oeste (Den Haag) é de 200 quilômetros. Muito pequeno! Para além disso, uma grande parte do país está abaixo do nível médio das águas do mar.

Bem, não quero aqui falar da geografia dos Países Baixos, muito pelo contrário, o meu objectivo aqui é falar das famosas casas flutuantes, que é, entretanto, o correspondente ao tema deste post!

Vamos começar??

Mas afinal, o que são casas flutuantes? 

Depois da 2a Guerra Mundial,  a demanda por casas era tão grande que para responder as necessidades dos holandeses, criou-se uma solução inovadora que veio com o tempo a tornar-se uma tendência crescente e uma das mais tradicionais formas de vida na Holanda. Naquela altura, as famílias da classe trabalhadora não tinham meios  de pagar a renda, e passaram a morar em barcos velhos que estavam ancorados nos canais ou tinham que ir morar nos barcos que estavam ao pé do cais, e dessa forma, praticamente nada pagavam para lá ficar. Mais tarde, a popularidade das casas flutuantes refletiu o despertar da beleza das águas que estavam esquecidas, como consequência, o valor das casas flutuantes começou a ser elevado.

Os holandeses dizem “Deus criou o mundo, mas nós criamos à Holanda” , Holanda foi um dos pioneiros na recuperação de terra. Durante séculos, os nativos trabalharam arduamente para secar uma parte do mar, rios e lagos, para que se podesse construir novas cidades na Holanda e/ou para expandir cidades já existentes. Não é segredo que os Paises Baixos tem um histórico invejável quando se fala no sistema de diques e controle de água. Por já terem passado por várias situações de inundações resultantes de várias mortes, ninguém melhor, sabe o perigo que a água pode causar se não estiverem devidamente preparados para conter as águas fora do continente.

Existem dois tipos de casas flutuantes, houseboats e floating houses. O primeiro tipo: “Houseboats” são barcos atracados para uso como habitação. Estes foram usados antigamente como barcos de comércio. Ainda se pode encontrar alguns com mais de 100anos nos canais. O segundo tipo: “Floathing Houses” são casas construidas sobre a água e parcialmente submersas.

FLOATHING HOUSES

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Existe um mais recente bairro no distrito em Amsterdam chamado IJburg que é composto somente por casas flutuantes parcialmente submersa. Estas casas não só são baratas se compararmos com apartamentos no centro de Amsterdam,  são também são sustentáveis.

HOUSEBOATS

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Os houseboats são considerados uma atração, porque são coloridos, alegres e cheios de charme! Hoje em dia existem muitas casas flutuantes para arrendar, de todos os gostos, tipos e tamanhos.  Já pensou passar uma noite num destes barcos e acordar com  o qua qua dos patinhos à janela?  Deve ser uma experiência única!!

Total dos Houseboats por toda Holanda 》 100.000

Em Amsterdam 》 2500

Nos aneis dos canais em Amsterdam 》 750

Não se limite só em passear por Amsterdam para encontrar casas flutuantes para vêr ou arrendar, no norte da Holanda, em Utrecht, Haarlem e em Rotterdam também se pode vêr ou arrendar casas muito giras.

Os barcos mais modernos chegaram nos anos de 1960-1970 e comparando estes com os antigos, estes já não eram assim tão desconfortáveis porque já supriam muitas das necessidades básicas que os antigos não agregavam.

Já pensou, como seria  morar num barco?? Ahh deve ser divertido! Mas claro, tem vantagens e desvantagens! 

HOUSEBOATS ANTIGAMENTE

▪ Eram muito pequenos, sem condições para habitação

▪ Não tinha água canalizada, não tinha sistema de esgoto e não tinha eletricidade

▪ Eram muito escuro e frios por dentro, o barco tinha que produzir a sua própria           eletricidade, no qual queimavam madeira ou óleo.

▪ Não havia sistema de circulação do ar lá dentro, logo, o ar era muito pesado

▪ Era para pessoas com baixo rendimento

HOUSEBOATS HOJE 

▪ É para pessoas com alto rendimento

▪ Tem sistema de aquecimento central

▪ São maiores e mais espaçosos por dentro com divisões normais de uma casa

▪ Tem sistema de circulação do ar

▪ Oferece ótimas condiçoes para habitação

▪ Hoje já se pode vêr houseboats  de luxo com jacuzzi, terraço e tudo que você possa imaginar

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Regras importantes

▪ A cada 4anos o barco tem que ser rebocado às docas para ser inspecionados

▪ Tem que se ter a permissão especial “ligplaatsen” para se poder morar num destes  houseboats, e é muito difícil conseguir porque há muita gente na lista de  espera,  não que seja impossível

Houseboat Museum

Foi construido em 1914 e desde então, até 1960 este barco transportava areia. Logo depois foi convertido para houseboat no qual mantém a aparência antiga até os dias de hoje.

O museu foi criado em 1997 por Vicente Van Loon, localiza-se no barco denominado “Hendrika Maria” que se pode encontrar no coração de Amsterdam – Prinsengracht, próximo a casa de Anne Frank e Leidseplein (locais conhecidos).

É permitido fotografar, e não só, lá existe uma área onde pode deixar as crianças a brincarem enquanto faz a visita pelo museu. O Hendrika Maria tem hospedado pessoas a mais de 20 anos.

Horários: Aberto ás 10:00 -17:00  de Terça-feira a Domingo, no verão aberto todos os dias

Morada: Prinsengracht 296K, 1016HW – AMSTERDAM

Website: www.houseboats.nl

Preços para adultos: € 4.50

Perguntas frequentes

* Como é abastecido com àgua e eletricidade?

* Para onde vai a água usada?

* Não é frio, escuro e húmido à bordo?

Espero que o conteúdo tenha sido útil para si!!

Obrigada a todos que me deram suas sugestões para o presente conteúdo, do mesmo modo, para conteúdos futuros.

😘